Raindrop: Pagan Poetry

Tag: poesias

Quero

by on abr.25, 2013, under Textos

O dormir não vem pelo querer,
Querer falar, querer entender;
Querer encontrar o sonho abandonado,
Querer ouvir, querer servir.

Quero esquecer a promessa
Que me fiz, de nunca mais querer,
Pois querer traz esperanças
E com ela inevitável dor.

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Vida

by on out.04, 2010, under Textos

Minha vida é um livro,
Sem várias páginas, arrancadas, amassadas
Jogadas em alguma calçada no passado
Ou esquecidas em algum beco escuro

É uma coletânea de palavras inacabadas,
De sonhos não vividos,
De fatos jogados.

Como uma visita a uma livraria abandonada,
Guarda várias mentiras, várias verdades,
Majestosa em suas perguntas e respostas,
Trazendo poucas esperanças sem a coleção catalogada.

Minha vida é aqui dentro,
Onde só eu alcanço,
Onde só eu toco,
Onde só eu danço.

Onde só eu me encontro.

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Blank

by on ago.22, 2010, under Textos

This is just an empty shell,
Where all is looks, sweet lies
Eye candy, dandy smell
Neon boards, flashing lights

This is a blank book about life
Devoid of words,  empty of meaning,
Sporting a nice leather cover,
Packed in a paper covered gift box

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Goodbye

by on dez.02, 2009, under Textos

Alone once again
I watch the sunset,
with tears in my eyes
And in the distance the car goes by.

The end of a day
Comes in the flight of an osprey.
To the stars in the sky
I say goodnight.

And the knife cutting through my heart
Leaves me devoid of emotion
No strength left to cry
No will left to try

No songs left to sing
No smiles, no strings.
With no emotions inside,
I say goodbye.

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A Longa Caminhada

by on nov.12, 2009, under Textos

E assim termina a longa caminhada
Depois de tantos anos, tanta história,
Tantos planos e idéias inacabadas,
Chegamos ao fim vazio da estrada

Podemos encher nossos pulmões de areia,
E fincar nossa bandeira no chão empoeirado
Orgulhosos de termos finalmente completado
A marcha sem precisar de ajuda alheia

Olhamos o sol se por atrás das dunas
E a escuridão rapidamente nos abraçar
Não lutamos – descansamos
E bebemos homenageando as sombras

Sonhos vendidos por poucas moedas
Corações trocados por efêmeros prazeres
Em algum lugar escolhemos o caminho errado
E assim termina a longa caminhada.

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Vaidade

by on out.29, 2009, under Textos

Vaidade
Da idade
Vã.

Idade das cidades
Das lojas, das modas
Dos carros e luzes.

Sombra da vaidade
espera o pincel quebrar
Frágil pincel que pinta o ego
Que atrás se esconde alma fácil, frágil.

Ah, a vaidade
Que aos poucos espalha o esmalte corrupto
E que aos nossos tolos olhos brilha
Amo-a!

Vaidade – vaidoso
Da idade – idoso
Vã – humanos.

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Madrugada

by on out.22, 2009, under Textos

Neste dia quero pela noite vagar
Chuva caindo sobre minha cabeça
Até onde as luzes se acabam
E no meio da escuridão há aquele bar

Quero entrar encharcado,
Cansado, perdido, desarrumado,
Pedir a bebida de sempre
Que nem sei qual é.

E então olhar para o lado,
Ver, pasmo, os cabelos alaranjados,
O sorriso, lábios vermelhos, olhar vagante
Com a mente viajante tocando a mesma canção.

Esta noite quero nos embriagar,
Com palavras, com gestos, com sensações,
Para sairmos em meio às sombras
Iluminando o fim da noite.

E quando chegarmos, a algum lugar,
Sem combinar trocarmos um beijo,
Sentir o doce da alma, o calor do desejo,
As curvas da pele, o pulsar do peito sob a mão.

Sem luzes, sem culpa, sem inibições,
Olhar o rosto adormecido, acariciá-lo suavemente,
Beijar suavemente a moça, pela última vez.

Pois quando o sol nascer já estaremos longe
E quero me lembrar com carinho,
Sentir que naquela madrugada fomos felizes,
Mas não quero esperar nada na manhã.

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Saturno

by on maio.25, 2009, under Textos

Agulhas brilhantes cortavam seus olhos,
Que contemplavam o céu estrelado.
Luzes da estrada, levando ao nada,
Luzes dos carros que se misturavam à neblina.

O ar frio e seco percorre a garganta
Um sopro.
Um sopro seco
Um sopro seco e vazio.

Mas enquanto ele também virava névoa,
Enquanto o frio tomava seu corpo,
Ele sorria, com uma triste alegria.

Ele viu os anéis de saturno.

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Ethereal

by on abr.16, 2009, under Textos

Momentos, ao vento,
Palavras, trocadas,
Existências misturadas,
Tão rápido,
Tão rápido…

Quadros perdidos,
Sentidos esquecidos
Entes, queridos,
Abandono, abandonam.

Realidade frágil, frágil,
Música forte, baixa,
Sem sentido, ouvindo
De longe.

Cidades abandonadas,
Nuvens espalhadas,
Solidão cinza-cimento,
Vida que escorre pelos dedos.

Etérea.


Raindrop Pagan Poetry – Ethereal

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Untitled 1

by on mar.02, 2009, under Textos

Falem comigo, me resgatem
Deste abismo que é a vida
Me mostrem o caminho da escuridão
Sem trazer consigo lanternas

Guio-me pela melancolia
Carregando meu manto atroz
Não espero uma estrela guia
Apenas meu triste algoz

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